A dor pélvica crônica consiste em um desconforto de origem não maligna, percebido em estruturas relacionadas à pelve, podendo ocorrer tanto em homens como em mulheres. Devido à longa duração, o sintoma é debilitante e costuma levar a consequências comportamentais, cognitivas, sexuais e emocionais negativas.
Neste artigo, mostramos as principais causas do problema — considerado bastante comum — e explicamos como é realizado o respectivo diagnóstico e tratamento. Para saber mais, continue a leitura!
O que é a dor pélvica crônica?
De acordo com a European Association of Urology (EAU),considera-se como dor pélvica crônica (ou persistente) aquela que ocorre há, pelo menos, três meses. O sintoma está associado a alterações (funcionais e/ou estruturais) no sistema nervoso central (SNC). Isso faz com que a percepção de dor seja mantida mesmo na ausência de lesão aguda.
Além disso, essas alterações também podem fazer com que estímulos não dolorosos sejam sentidos como dolorosos ou, ainda, que estímulos dolorosos se tornem ainda mais intensos. Na prática, isso significa que os músculos do assoalho pélvico podem se tornar hiperalgésicos, os órgãos da região podem ficar mais sensíveis, entre outras ocorrências.
Quais são os sintomas associados?
Os sintomas associados à dor pélvica crônica são diversos. Sabe-se que ela pode ser sentida em diferentes áreas da pelve e manifestar-se:
- de forma constante ou em salvas (vai e vem);
- como uma sensação de pressão ou de peso profundo;
- de maneira leve ou incapacitante (interrompendo a rotina);
- apenas durante as relações sexuais;
- somente enquanto estiver urinando;
- apenas ao se sentar.
Além disso, o sintoma pode ser associado a outras manifestações, tais como:
- aumento da frequência urinária ou sensação de urgência urinária;
- inchaço na região;
- alterações nos hábitos intestinais (constipação ou diarreia);
- dor de estômago; entre outras.
Quais são as causas da dor pélvica crônica?
No caso da dor pélvica crônica urológica, as causas mais comuns são a cistite, a prostatite, a uretrite e a epididimite. No caso da dor pélvica crônica ginecológica, as principais causas são a endometriose, a dismenorreia, os miomas e as infecções pélvicas.
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Além dessas, há, ainda, outras possíveis origens. Por exemplo:
- devido a adesões, relacionada a cirurgias prévias na região;
- intestinal, devido à síndrome do intestino irritável;
- vesical, relacionada à síndrome da bexiga dolorosa ou à cistite intersticial;
- anorretal, devido à proctite, à fissura anal ou a hemorroidas;
- neuromuscular, devido à neuropatia do nervo pudendo ou à patologia da medula espinhal sacral; entre outras.
Como diagnosticar o problema?
Boa parte das pessoas acometidas por esse problema se queixam da dificuldade para achar um profissional que consiga oferecer um diagnóstico preciso e um tratamento efetivo. Às vezes, sugere-se, erroneamente, que o sintoma se deve apenas a razões psicológicas, levando a um sentimento de frustração e à desistência da busca por ajuda. Isso sem falar no atraso na identificação de uma enfermidade, por vezes, grave, levando a complicações de saúde.
Porém, se você sofre com dor pélvica crônica, não desista. O diagnóstico do quadro requer, basicamente, uma anamnese detalhada, um exame físico cuidadoso e alguns exames complementares (laboratoriais e/ou de imagem).
Como é o respectivo tratamento?
O tratamento é conduzido pelo médico urologista. Ele começa sempre pela estratégia menos invasiva, como o uso de fármacos, e, caso não surta o efeito necessário, pode evoluir, chegando à intervenção cirúrgica. Ou seja, ainda que o processo possa ser longo, acredite: existe solução!
O objetivo terapêutico, além de tratar a(s) causa(s),é aliviar o(s) sintoma(s) e melhorar a qualidade de vida do paciente. Para isso, o especialista pode recomendar o uso de:
- medicamentos (como analgésicos, relaxantes musculares e/ou antibióticos);
- tratamentos hormonais;
- sessões de fisioterapia;
- terapia sexual e/ou, até mesmo, terapia cognitivo-comportamental;
- cirurgia (de preferência, laparoscópica ou robótica).
Portanto, em caso de dor pélvica crônica, o diagnóstico preciso e o tratamento adequado são fundamentais para melhorar a perspectiva de prognóstico. Se apresentar o problema, não perca tempo: procure uma clínica de urologia reconhecida pela excelência nos atendimentos e converse com um especialista!
Em caso de dúvida, a equipe da Urologia Vida, clínica de referência localizada em Osasco, SP, está à sua disposição. Entre em contato para que nossos especialistas possam ajudar!